O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), reforçou nesta terça-feira (03) a intenção de apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para estabelecer teto de gastos diferenciado para o Legislativo. O deputado insistiu no tema ao responder, em plenário, às cobranças de servidores efetivos da Casa, que voltaram a realizar manifestação nas galerias com cobrança pelo plano de cargos e salários, além do pagamento de data base acumulada nos últimos três anos.Segundo Bruno Peixoto, o tema será tratado pelo líder do governo, Talles Barreto (UB), e diretores da Alego em reunião com o secretário estadual da Economia, Francisco Sérvulo, nesta quarta-feira (04). “Nós estamos aguardando a posição do governo. A nossa proposta já está na Casa para ser votada, onde teremos uma margem para aprovar o merecido plano de cargos e salários dos servidores. Nós estaremos apresentando assim que o Talles concluir o diálogo com o governo sobre a aprovação da PEC, nós estaremos apresentando o plano”, disse o presidente.A possibilidade de votar a PEC para elevar o próprio teto de gastos foi aventada por Bruno Peixoto em entrevista ao POPULAR em 17 de fevereiro, mas foi rejeitada por Ronaldo Caiado (PSD) logo no dia seguinte. “Nós temos que fazer com que a lei do Propag seja cumprida. Não existe teto para A e teto para B. Existe uma regra única para todos os poderes”, apontou o governador, em referência à vigência das regras do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).A proposta da Alego tem a intenção de ampliar o limite para despesas correntes, com a soma total dos gastos registrados em 2021, ano considerado para o cálculo do novo teto, pelo Propag. A meta é garantir que os valores considerem os recursos do Fundo Especial de Modernização e Aprimoramento Funcional da Alego (Femal).Depois que o presidente apontou aguardar resposta vinda da articulação de Talles Barreto, o líder confirmou a busca junto ao Executivo, apesar da negativa apresentada pelo governador. “O diálogo existe, tanto que vamos ter essa reunião com o Sérvulo. Na realidade, o que acontece é que os fundos foram considerados na regra anterior, em relação aos gastos realizados em 2021. Com o Propag, o fundo sai da base de cálculo e somente a Assembleia teria um valor menor. Estou conversando e o governo está avaliando”.Sessões O plenário da Alego aprovou requerimento, de autoria do líder do governo, para que a sessão desta quarta (04) seja realizada de maneira híbrida, que possibilita a participação presencial ou remota dos deputados. Talles Barreto afirmou ao POPULAR que a medida tem validade apenas para essa data e foi necessária por conta da mobilização dos parlamentares para o evento “Deputados Aqui”, na região de Alvorada do Norte.Os deputados, no entanto, mantêm intenção, antecipada pelo Giro, de ampliar o número de sessões híbridas, com adoção do modelo nas três sessões ordinárias semanais ou a manutenção das discussões e votações 100% presenciais ao menos uma vez por semana. A flexibilização visa adequar o trabalho ao ano eleitoral.