Os primeiros movimentos de Daniel Vilela (MDB) como governador de Goiás, com alterações em grande parte do primeiro escalão da gestão de Ronaldo Caiado (PSD), atendem a diferentes aspectos de estratégias políticas voltadas à disputa pela reeleição, em outubro. Junto da permanência de grupos caiadistas, de olho no discurso de continuidade da gestão bem avaliada, o emedebista age também para evitar avanço da oposição sobre setores decisivos, além de projetar a própria marca. Aliados de Daniel avaliam, nos bastidores, que o novo aceno ao agronegócio simboliza o caminho do governador na pré-campanha em busca de consolidar a imagem, sem perder fatias do eleitorado tradicionalmente representadas por Caiado. Majoritariamente conservador e alinhado com a direita, o agro tinha no ex-governador o canal direto para elogios ou, principalmente, críticas, desde a instituição da taxa do agro, em janeiro de 2023.