A ameaça de extinção do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) por parte da Assembleia Legislativa (Alego) ocorreu ao menos 6 vezes nos últimos 15 anos, como instrumento de pressão para abertura de vagas de conselheiros a deputados estaduais. A jogada, antes tratada de forma mais discreta e nos bastidores (veja quadro), foi escancarada em 2021, quando proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelecia o fim do TCM-GO chegou a tramitar na Casa e só foi rejeitada após aposentadoria de um conselheiro. 🔔 Siga o canal do O POPULAR no WhatsApp Alguns dos mesmos personagens que ajudaram a enterrar a PEC há quatro anos, sob argumento de que o tribunal exerce “ações importantíssimas” no Estado, agora patrocinam a retomada da proposta. Entre eles, o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), e o líder do Governo, Talles Barreto (UB), um dos interessados em vaga no tribunal. Talles na ocasião foi o autor do relatório contrário à PEC e Bruno, então líder do Governo, fez voto em separado em favor da posição do relator.