O crescimento da concessão de títulos honoríficos de cidadania goianiense em 2025, com destaque para personalidades da mídia, políticos e até mesmo esportistas reflete o desvirtuamento do sentido original da honraria e conflagra a banalização do papel parlamentar, avaliam especialistas. O advogado Dyogo Crosara exemplifica que na Roma Antiga os títulos eram indicados a pessoas de forma mais restrita e pressupunha direitos e obrigações ao homenageado. Hoje não tem nenhum significado histórico ou honorífico. Começou a haver um claro desvirtuamento atualmente, do que lá atrás tinha uma origem histórica. A gente saiu disso para buscar uma promoção dos próprios legisladores, do que propriamente um reconhecimento do trabalho efetivado”, afirma. Crosara enfatiza que, além da banalização, o crescimento dos títulos e a escolha dos homenageados causa a impressão de que atualmente “os vereadores tentam fazer o papel do Executivo, querendo outorgar cidadania a alguém que na verdade não tem muita significância para o futuro da cidade”, diz, citando também a conduta mediante a outros temas, como a indicação das emendas impositivas.