Depois de ter a ficha de filiação ao PL abonada pelos presidentes nacional, Valdemar Costa Neto, e estadual da sigla, senador Wilder Morais, a advogada e filha do ex-governador Iris Rezende direcionou críticas indiretas ao governo estadual e reclamações explícitas sobre a falta de espaço no MDB, comandado por Daniel Vilela. A agora pré-candidata a vice-governadora na chapa a ser liderada por Wilder fez discurso focado na defesa do legado do pai. Em coletiva após o evento, Ana Paula disse que “a partir do momento que coloquei meu nome à disposição do MDB para ser candidata, nunca mais fui chamada para conversar ou para reunião nenhuma. Fui completamente ignorada nesse processo”, definiu. A advogada apresentou, em novembro, a intenção de disputar o Senado. “Hoje eu tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida, eu saio do MDB. Um partido que meu pai lutou e amou até os últimos dias de vida. Mas eu saio também do partido que fechou as portas para o legado que ele deixou. Fechou as portas para o meu projeto político, um projeto de trabalho e respeito ao povo”, disse Ana Paula, no pronunciamento.