Com uma agenda geograficamente contida e fortemente concentrada no próprio reduto eleitoral, a campanha presidencial do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) confirma os esperados limites para sua expansão nacional. Para cientistas políticos ouvidos pelo POPULAR, o número reduzido de viagens do candidato decorre de fatores estruturais, como a falta de apoio interno no próprio partido e a consequente decisão de “blindar” o próprio capital político em Goiás. Segundo os especialistas, a trajetória de Caiado na corrida pelo Palácio do Planalto neste ano apresentou alcance geográfico restrito, com dificuldades de consolidação como um projeto efetivamente nacional. A avaliação é de que a agenda candidato expõe um teto estrutural e estratégico e o encolhimento das viagens e a baixa capilaridade são reflexo direto da falta de palanques nos grandes colégios eleitorais, do isolamento no PSD e da incapacidade de furar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).