Ao menos 60 cidades goianas devem fechar o ano com saldo negativo entre despesas e receitas, segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A entidade questionou e teve respostas de 192 dos 246 prefeitos em Goiás, em levantamento referente ao pagamento da folha de servidores em dezembro e do 13º salário, mas que também perguntou sobre o fechamento do ano e as perspectivas para 2024. Do total de prefeitos entrevistados no estado, 25% apontam que não vão conseguir fechar as contas em 2023. Outros 60% apontaram que conseguirão fechar as contas em equilíbrio ou até com saldo positivo e 12% disseram ainda não ter os cálculos necessários para definir qual será o resultado. Os dados seguem pouco abaixo da média nacional, que tem 27% dos gestores no vermelho. Além do resultado primário no ano, a pesquisa questionou sobre atrasos no pagamento de fornecedores e se haverá restos a pagar deixados para o próximo exercício. Em Goiás, 44% dos prefeitos deixarão contas de 2023 para 2024, contra 52,9% que dizem que conseguirão quitar tudo até o final deste mês. Os números são semelhantes aos 44,8% dos gestores goianos que apontam ter atrasos no pagamento de fornecedores; 51% dizem estar com os boletos em dia.