A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) afirmou, nesta segunda-feira (16), que respeita as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que as garantias da categoria, como a vitaliciedade, não representam privilégios pessoais, mas que são instrumentos “destinados a proteger a sociedade, assegurando que juízes possam decidir com autonomia, livres de pressões ou perseguições”. O posicionamento foi divulgado em nota, após a entidade ser questionada sobre decisão do ministro Flávio Dino, do STF, desta segunda, que apontou que a aposentadoria compulsória, com o afastamento remunerado, não deve ser aplicada como punição a juízes. Para o ministro, as infrações graves devem levar à perda de cargo. A decisão de Dino foi tomada no âmbito de um processo relacionado a supostas infrações cometidas por um juiz estadual do Rio de Janeiro. O ministro anulou a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que havia mantido a pena de aposentadoria compulsória. Para Dino, a sanção aplicada ao juiz foi extinta pela reforma da Previdência.