Militante apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (PL), Kenia Melo interrompeu evento do PT, em Goiânia, nesta quinta-feira (13), com adesivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para questionar a vereadora Aava Santiago (PSDB), que havia acabado de discursar.Nesta semana, o diretório goianiense do PSDB, presidido por Aava, declarou apoio à eleição de Lula no segundo turno. A própria já havia dito que votaria no petista ainda no primeiro turno.No evento desta manhã, então, realizado no Setor Oeste, Kenia entrou e, depois de conseguir um microfone, perguntou como Aava, que é evangélica, apoia Lula e alegou que o ex-presidente e aliados são a favor de regimes comunistas.Aava respondeu que a pergunta era importante e citou que, durante os governos Lula, a igreja não foi perseguida e que líderes evangélicos cresceram. A tucana também disse que Kenia conseguiu falar porque estava em um evento de democratas.Leia também:- Jalles Fontoura declara apoio a Lula no segundo turno - Eleitor que decidiu na última hora reavalia voto para presidente no 2º turno, aponta Datafolha "O Brasil nunca teve uma experiência comunista, muito pelo contrário", disse a vereadora, que acrescentou: "Como a gente pode dizer que o PT persegue as igrejas, se foi durante os governos do PT que os principais líderes midiáticos do evangelho montaram verdadeiros impérios?".A militante, que gravava com o celular a fala de Aava, tentou interromper para instigar que a vereadora falasse de governos comunistas de outros países. Aava respondeu que estava falando de Lula. Kenia, então, saiu, sob gritos dos presentes em apoio a Lula. Logo depois, arrancou o adesivo da campanha petista, que havia colocado como uma forma de passar desapercebida. Questionada pela imprensa, Kenia disse que foi sozinha ao evento e que, apesar de trabalhar com locação de imóveis, usa as horas vagas para participar de atos contra o PT. "Para defender o Brasil", nas palavras dela, que disse votar no presidente Jair Bolsonaro.Ela contou que atua nessa militância desde o movimento de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e negou que sua ida ao evento desta quinta tenha sido financiada por terceiros.Apesar da intromissão, o evento continuou tranquilo e sem agressões. Depois de falar com a imprensa, Kenia deixou o local acompanhada por seguranças do hotel em que o encontro era realizado.O foco do evento era reunir lideranças que apoiam Lula em Goiás.