Pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, em entrevista ao POPULAR no sábado (9) - após o término do terceiro encontro da base governista em Rio Verde (Região Sudoeste) -, que a denúncia de envolvimento do senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, no escândalo do Banco Master é de “ordem pessoal” do político e que as coisas “não devem ser misturadas” com o seu partido. Na última quinta-feira (7), a Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços do senador, em nova fase da Operação Compliance Zero. Entre as suspeitas, estão a de que Ciro recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do banco. Segundo a PF, também haveria pagamento de outras despesas pessoais, como viagens de jatinho. “O problema dele é de ordem pessoal. Esse envolvimento dele, e que caracterizado de forma que fere o decoro parlamentar, isso tem que ser tratado independente do problema partidário. Não vamos misturar as coisas. Uma coisa é o PP, outra coisa é a figura do presidente que realmente utilizou de forma indevida, criminosa aquela prerrogativa dele de senador para apresentar um texto que vem exatamente de acordo com aquilo que é determinação de um presidente de um banco. E, ao mesmo tempo, recebendo mesadas para ser porta-voz”, afirmou Caiado.