Uma das primeiras lideranças do País a defender publicamente anistia a responsáveis por atos golpistas, o governador Ronaldo Caiado (UB) agora fala em uma espécie de modulação, diante da gravidade do plano de militares do Exército revelado na Operação Contragolpe, da Polícia Federal (PF), na terça-feira (19). Segundo ele, é preciso separar os “mentores” de quem serviu de “massa de manobra” (referência aos invasores das sedes dos três Poderes em Brasília no 8 de janeiro de 2023). Ao ser questionado pelo POPULAR sobre a operação, durante lançamento de livro do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles em Goiânia, na noite de terça, Caiado disse que articulação de assassinato de autoridades “é inaceitável, inadmissível e tem a repulsa de todos que querem a democracia consolidada”. Ele afirmou que sua proposta de anistia, feita em fevereiro deste ano, não se estende a supostos responsáveis pelo plano golpista, que incluía assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).