O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta segunda-feira (25), que a administração estadual não tinha informações de possíveis atividades irregulares da BK Instituição de Pagamento no período em que a empresa teve contrato com a Agência de Fomento (GoiásFomento), entre 2020 e 2025. A fintech é investigada na Operação Carbono Oculto, suspeita de ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). “Como governador do estado, como fui, não tenho condições nenhuma de ter suspeição sobre uma empresa, se ela tem uma certificação do Banco Central. Só depois da operação da Polícia Federal que o Coaf, aí sim, responde que as empresas são braço do narcotráfico? Por que eles não soltaram isso antes? Por que eles não cassaram a certidão?”, disse Caiado ao POPULAR. Para Caiado, existe “conivência do governo federal, do Coaf, em não se pronunciar”. O goiano criticou o fato de informações sobre envolvimento de empresas com o crime organizado serem divulgadas apenas após operações policiais. “Por que o Coaf não avisou os governadores?” questionou Caiado.