A Câmara Municipal de Goiânia fez um termo de referência para a publicação de um edital de R$ 8 milhões para contratar duas agências de publicidade pelo período de um ano, contado a partir da assinatura do contrato. O objetivo, segundo o diretor de Comunicação da Casa, Carlos Eduardo Reche, é institucionalizar a divulgação das ações dos parlamentares e chamar a população para o debate de projetos que impactam social e financeiramente a cidade, como é o caso do Plano Diretor.É a segunda tentativa da gestão do presidente Romário Policarpo (Patriota) de fazer essa contratação. Em 2019, a Câmara lançou um edital semelhante, mas que previa gasto total de R$ 3 milhões, também por um ano. Entretanto, depois do resultado, as concorrentes entraram com recursos. A turbulência do processo fez com que a Casa desistisse da contratação. Segundo Reche, o valor do contrato passou de R$ 3 milhões para R$ 8 milhões para aumentar a quantidade de agências interessadas. “Isso qualifica a licitação, aumenta a transparência e melhora o resultado”, diz.O diretor afirma que apesar da previsão de gasto global, o valor pode não ser utilizado na sua totalidade. No processo, a Diretoria Financeira da Câmara prevê o impacto financeiro de 5,66% em 2021 e 13,21% em 2022, considerando que a assinatura do contrato com as vencedoras ocorra ainda neste ano. Os porcentuais são referentes à previsão de gastos de R$ 2,4 milhões em 2021 e de R$ 5,6 milhões em 2022.ProcedimentoOntem, a Câmara publicou no Diário Oficial do Município uma portaria que institui o Procedimento de Seleção Interna das Agências de Propaganda a serem contratadas. Reche explica que essa é uma publicação obrigatória que deve ser feita antes da divulgação do edital, segundo o que determina a lei federal nº 12.232/2010, que regulamenta as licitações de empresas de publicidade.Para cada serviço solicitado pela Casa durante o período do contrato, deve ser selecionada uma das duas agências contratadas. De acordo com o documento, se o valor da campanha for menor que R$ 700 mil, a comissão responsável pode escolher qual das duas vai executar. Caso contrário, elas devem apresentar propostas que vão concorrer entre si. Cada empresa, no fim do período de um ano, deve ter produzido no mínimo 30% das campanhas e no máximo 70%. Reche pontua que essa é uma demanda dos vereadores. “Porque hoje a Câmara não tem um serviço para divulgar ações para a sociedade que nem sempre são abordadas.”-Imagem (1.2301569)