Com as campanhas eleitorais cada vez mais concentradas no meio digital, vem aumentando o uso de ferramentas digitais que permitem preservar com validade jurídica promessas, publicações, acusações e outros conteúdos divulgados por candidatos e partidos em redes sociais, além de conteúdos e postagens suspeitos que podem causar danos à imagem de um candidato ou das próprias autoridades do Judiciário. Trata-se de ferramentas úteis entre aqueles diretamente envolvidos na disputa por votos, como provas em caso de ação na Justiça Eleitoral, mas também para o eleitor, que pode documentar promessas de campanha dos candidatos. A utilização de documentos notariais para preservação de provas digitais já vinha crescendo nas últimas eleições. “Essa é uma demanda cada vez mais recorrente na Justiça Eleitoral por conta da veiculação de conteúdos suspeitos e conteúdos que são produzidos e propagados de forma maliciosa, com o objetivo de gerar desinformação, deepfakes, diversos tipos de distorção em decorrência do uso da inteligência artificial”, atesta o professor Eliomar Araújo de Lima, coordenador do Centro Especializado em Inteligência em Checagem e Confiança Digital, conhecido pela sigla C4TIC (leia-se C fourtic), do Instituto de Informática da UFG.