O casal que preside as duas associações investigadas pela Polícia Civil por suspeita de fraude na obtenção de R$ 1,84 milhão em emendas impositivas ao orçamento municipal de Goiânia no ano passado por meio de atividades na área cultural pode receber mais R$ 2,17 milhões em 2025 também por meio de recursos oriundos de repasses determinados por vereadores. Desta vez, eles pretendem ampliar a gama de serviços, entrando na área de saúde, e seguir com a promoção de exposições de carros antigos, motivo das emendas recebidas em 2024. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ainda analisa duas propostas que, juntas, somam R$ 1,6 milhão para o Instituto Ação Goiás, presidido pelo advogado Jean Jesus Magno Lima e Silva. No plano de trabalho, consta que a associação pretende realizar 2.859 consultas oftalmológicas e distribuir óculos para cada um dos pacientes atendidos entre agosto e setembro deste ano. O Ação Goiás conseguiu o registro no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) só em dezembro de 2024, para atuar no ambulatorial.