Lançados durante o primeiro encontro da base aliada para as eleições de 2026, os quatro pré-candidatos ao Senado consideram a possibilidade de afunilar e efetivar entrada na disputa com apenas dois nomes, até as convenções partidárias, que ocorrerão entre 15 de julho e 6 de agosto. Apesar da avaliação de que a chapa única seria a melhor estratégia na busca das duas vagas em disputa, nenhum dos postulantes admite abrir mão do próprio projeto em prol dos concorrentes internos.Até meados de fevereiro, a cúpula do governo estadual mantinha defesa por chapa única ao Senado, enquanto ainda havia a expectativa de aliança com o PL, que indicaria o deputado federal Gustavo Gayer para a segunda vaga, ao lado da primeira-dama, Gracinha Caiado (UB). As articulações com aliados interessados na disputa foram retomadas após a confirmação da pré-candidatura própria do senador Wilder Morais (PL) ao governo e resultou na confirmação dos pleitos do senador Vanderlan Cardoso (PSD), do deputado federal Zacharias Calil (MDB) e do presidente da Agehab, Alexandre Baldy (PP), junto da primeira-dama.“Quero crer que o governador Caiado, o vice, Daniel Vilela, e todos podem trabalhar para que a gente possa agora afunilar. Quem sabe a gente não convence Vanderlan e Zacharias a serem os suplentes e aí nós poderíamos afunilar em dois nomes”, sugeriu Baldy em coletiva ao chegar ao amplo encontro dos governistas, em Jaraguá. Em resposta, Zacharias definiu que não considera recuo e fez a mesma proposta aos outros adversários. “Não tem chance nenhuma de retroagir ou abrir mão para outro candidato, assim como eu fiz em 2022. Vou continuar com a minha campanha e estou trabalhando isso há dois anos. Cada um tem que mostrar o seu valor e seu trabalho. A questão da suplência é algo a se conversar, se ele tiver interesse, mas eu não abro mão da candidatura”, apontou o deputado federal.Questionado sobre a composição da chapa ao senado com múltiplos nomes, Caiado voltou afirmar que as oportunidades foram abertas quando houve a frustração na busca por composição com o PL. “No momento em que o acordo foi rompido, todos os pré-candidatos puderam se sentir em total condição de poder participar do processo. Ninguém me pediu paternidade ou proteção. Todo mundo pediu apenas para disputar a chapa. E nada mais justo”, afirmou o governador.Decisão individualEm resposta ao POPULAR durante o encontro em Jaraguá, Caiado apontou que a possibilidade de afunilar a chapa dependerá de decisão individual de cada pré-candidato. “Nisso aí eu não vou interferir, de maneira alguma. Agora, cada um vai seguir o seu caminho, com total independência. Qualquer decisão é individual”, disse.Gracinha também reforçou a defesa por chapa única ao Senado no grupo governista. “Eu já falei várias vezes que acredito que o Senado é uma chapa majoritária e que aqui deveria ter dois candidatos. Mas a situação está colocada e eu respeito. O jogo é jogado e que vença o que tiver a maior quantidade de votos e maior oportunidade. Eu vou trabalhar todos os dias para que esse nome seja o meu”, disse a primeira-dama.Questionada, ainda na última semana, sobre essa possibilidade de afunilar a chapa até as convenções, Gracinha apontou: “Essa oposição jamais seria feita por mim. Eu acredito que os quatro concordam e nós vamos seguir juntos, os quatro candidatos, e vou respeitar o que a base decidir”.A primeira-dama ainda disse ao POPULAR que as últimas definições majoritárias da base podem ocorrer já em abril. “Nós estamos conversando sobre a vice do Daniel e as suplências e, se Deus quiser, logo logo nós vamos contar para vocês. Eu acho que em abril a gente define”, estimou Gracinha.Vanderlan não concedeu entrevistas durante o evento da base aliada, mas defendeu, no discurso, uma disputa amigável entre os adversários internos. “Todos os nomes são pessoas que ninguém tem vergonha de apoiar. Nós não somos inimigos. Podemos até ser adversários políticos agora, mas cada um tem o seu trabalho para apresentar. Então, fica essa mensagem. Não é disputa e nem de briga. São muitos candidatos, mas são bons nomes”, afirmou.