O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve por unanimidade a suspensão de adicional de férias de 60% do salário a juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), sob o argumento de que o benefício viola o caráter nacional de remuneração do Judiciário. O julgamento confirmou, por 15 votos, a decisão de maio do corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, que determinou a volta da gratificação de 33%, que havia sido elevada pelo TJ-GO em maio de 2023. O POPULAR mostrou em maio que o tribunal goiano pagou R$ 18 milhões a mais desde o aumento, criado em ato interno da direção. Os magistrados têm direito a duas férias anuais, ou seja, o valor da gratificação de férias pode chegar a R$ 50,2 mil por ano, considerando o salário de desembargador (R$ 41,8 mil). A decisão do CNJ não determina a devolução dos valores pagos indevidamente.