A cantora e estudante de psicologia Letícia Lemes Lopes, 21, acabara de ser aprovada em um processo seletivo de uma empresa em Goiânia no fim do ano passado quando se viu em meio a um impasse que poderia lhe custar o novo emprego: entre os documentos requisitados, havia a obrigatoriedade de apresentar o título de eleitor. No mesmo dia que foi contratada, garantiu à empresa a apresentação do documento logo depois, que, como conta, conseguiu rapidamente por meio de um agendamento no Vapt-Vupt. “Até então, mesmo sabendo da obrigação de votar, eu não tinha título”, diz ela. O episódio vivido por Letícia espelha um fenômeno que vem se desencadeando no cenário eleitoral nos últimos anos: um menor engajamento da juventude com as eleições. Na última quarta-feira (6) foi encerrado o período para emissão, regularização e transferência de títulos de eleitor. Com o fim do prazo, o balanço parcial divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) apontou o encolhimento do eleitorado jovem no Estado.