O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), lançou o programa Brilha Goiânia em março de 2025 e, mais de um ano depois, após concluir a fase de troca de lâmpadas por LED em quase toda a capital, o consórcio responsável (tem o mesmo nome do programa) ainda não recebeu nenhuma parcela remuneratória, segundo o diretor de Serviços Públicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), Cleverson Emerick Neto. A pasta acompanha a execução do serviço. Responsável direta pelo contrato da PPP da Cidade Inteligente, firmado com o consórcio Brilha Goiânia, a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) afirmou em nota que, no momento, não é possível informar o valor acumulado para pagamento à empresa. “Essa informação depende da consolidação das medições e dos procedimentos administrativos vinculados à execução contratual”, disse a pasta. O Brilha Goiânia foi um dos principais programas do primeiro ano da gestão de Mabel. O imbróglio envolvendo a PPP da Cidade Inteligente começou em 2024. O leilão ocorreu na B3 em 18 de setembro daquele ano. Entretanto, no dia 11, após o recebimento de uma denúncia de suposta irregularidade, o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) já havia determinado que o Paço não assinasse o contrato. Em fevereiro de 2025, no mandato de Mabel, o tribunal liberou a assinatura, mas determinou o encontro de contas antes da execução. Na época, a orientação era suprimir da PPP as parcelas de investimento em modernização da iluminação pública que já tinham sido realizadas por meio de contrato com outra empresa, firmado anteriormente. O contrato com o Brilha Goiânia foi assinado e a execução do serviço começou sem alteração no documento determinado pelo tribunal. Os meses seguintes foram marcados por impasse quanto ao reequilíbrio do contrato, o que levou à instalação, pelo tribunal, de uma mesa técnica para discutir o tema. O debate levou à assinatura de um acordo que tem seu cumprimento em análise.