Possível burla ao processo licitatório, suspeitas de favorecimento, risco de sobrepreço, incertezas sobre o tratamento de dados e dúvidas sobre comprovação de capacidade técnica e operacional são questões apontadas pelos órgãos de controle dos Estados de São Paulo e Paraná em procedimentos que apuram a atuação da Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia em programas semelhantes ao Inteligência Artificial (IA) Contra o Crime, do governo de Goiás. Em São Paulo, onde o programa Muralha Paulista é vitrine do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) na área de segurança, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) pediu esclarecimentos à gestão sobre a forma de contratação da Paladium, rebatizada de PAX há duas semanas. O modelo é exatamente o mesmo escolhido pelo governo de Goiás no início deste mês. Lá, a Secretaria de Segurança Pública contratou, por dispensa de licitação, a Companhia de Processamento de Dados (Prodesp), que, por sua vez, contratou diretamente a Paladium. O programa tem valor de R$ 475 milhões.