Os ânimos ficaram exaltados entre os deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Goiás, na tarde desta terça-feira (28). A oposição criticou o líder do governo, deputado Francisco Oliveira (PSDB), por ter apresentado emenda a um projeto do governo, que autoriza a recriação de 800 cargos comissionados. As críticas partiram até mesmo da base governista.O deputado José Nelto (PMDB) disse durante sessão solene que a emenda foi aprovada “sorrateiramente e sem debate” e ainda afirmou que a bancada oposicionista vai recorrer ao Ministério Público. “Enquanto o Governo de Goiás cria 800 novos cargos comissionados, quer retirar do servido público a data-base, o quinquênio, sem falar que quer aprovar a PEC que vai limitar os gastos públicos”, disse o peemedebista.O deputado Wagner Siqueira (PMDB) se disse revoltado com a situação e frisou que a função dos deputados é legislar, fiscalizar e debater. “O governo tem maioria. Não precisa fazer nada escondido. O líder dizer que o debate não é necessário é diminuir essa casa", completou.Outro parlamentar peemedebista subiu à tribuna para se pronunciar sobre o caso. Bruno Peixoto (PMDB) disse que a oposição se sente traída. “O governo veta inúmeras matérias do Legislativo com a justificativa que não pode partir de deputados a iniciativa de aumentos para o servidor público. No entanto cria 800 cargos de maneira inconstitucional", criticou.Base governistaOs debates exaltados fizeram com que a oposição solicitasse reunião da mesa diretora com o líder do governo, Francisco Oliveira (PSDB), mas o presidente da casa, José Vitti (PSDB), não aceitou. Em seguida, foi a vez dos deputados da base governista criticarem a postura do líder e exigirem reunião.O deputado governista e membro da CCJ, Henrique Arantes (PTB), disse que ficou sabendo da criação dos novos cargos pela imprensa e afirmou que a emenda apresentada pelo colega Francisco Oliveira (PSDB) foi um “ato de traição”. “Projetos polêmicos não podem ser votados a toque de caixa e escondido. Exigimos diálogo. Poderíamos ter aprovado a recriação dos cargos, mas sabendo do teor".Alvo das acusações, o líder do governo Francisco Oliveira (PSDB) subiu à tribuna para afirmar que não é homem de tapear. “Quem quisesse, poderia pedir pra ler. Jamais vou atuar sonegando, sofismando, enganando".Sobre os insistentes pedidos de suspensão da sessão para entrar em acordo, o presidente Jose Vitti (PSDB) preferiu se isentar da decisão e disse que não vai puxar para a mesa diretora responsabilidade que não é dela. Após o fim da sessão, os parlamentares devem se reunir.