O governador Daniel Vilela (MDB) voltou a direcionar cobranças pelo aumento de repasses do governo federal para o custeio da saúde pública estadual, mesmo depois de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou pedidos de pagamentos adicionais. O relator da Ação Civil Originária (ACO), ministro Nunes Marques, negou a solicitação para que o Ministério da Saúde pague valores retroativos que somam R$ 1,2 bilhão ou para obrigar a revisão dos recursos direcionados para o teto de serviços de Média e Alta Complexidade (MAC). O ministro do STF, no entanto, concedeu liminar parcial determinando que a Comissão Intergestores Tripartite (CIT) estabeleça formalmente o método de rateio dos recursos. A decisão enfatiza que a falta de parâmetros objetivos fere o princípio da publicidade e compromete o equilíbrio do pacto federativo. Questionado sobre a decisão, Daniel Vilela evitou mostrar frustração com a rejeição dos pedidos feitos em meados de outubro de 2025, ainda na gestão do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).