Com quatro nomes que pretendem disputar o Senado em seu grupo, o governador de Goiás e pré-candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), demonstrou que não há incômodo de sua parte com a proximidade de membros da base com o deputado federal e pré-candidato ao Senado Gustavo Gayer. O parlamentar é filiado ao PL e vai disputar a eleição na chapa adversária, que tem o senador Wilder Morais (PL) como pré-candidato ao governo de Goiás. Nos bastidores, a informação é que Gayer pretende apoiar a reeleição do deputado federal Ismael Alexandrino, do PSD, partido presidido em Goiás pelo ex-governador Ronaldo Caiado. “Temos alguns aliados que têm uma relação próxima e de compromisso eleitoral com ele e assim a gente pretende seguir sem nenhuma dificuldade. Mas eu não posso também entrar em assunto e opinar sobre outro partido ou outros pretendentes a cargos, principalmente de governador”, disse Daniel ao POPULAR.Gayer e seu grupo tentaram articular uma aliança para que o deputado disputasse a eleição para o Senado na chapa governista, ao lado da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (UB). O acordo envolveu conversas de Caiado com o senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro (PL). Entre Gayer e seus aliados, a leitura era de que nesta posição ele tinha mais chances de vitória.No entanto, em fevereiro deste ano, Wilder atropelou a articulação ao pedir diretamente a Bolsonaro - em visita à Papudinha, no Distrito Federal, onde o ex-presidente estava preso na época - autorização para lançar a pré-candidatura ao governo. O aval de Bolsonaro colocou fim ao acordo. Com isso, outros nomes da base ganharam espaço para a disputa. Além de Gracinha, o grupo governista também tem outros três pré-candidatos ao Senado: o presidente estadual do PP, Alexandre Baldy; o senador Vanderlan Cardoso (PSD); e o deputado federal Zacharias Calil (MDB).Na semana passada o Partido Novo oficializou apoio à pré-candidatura de Wilder. Daniel havia tentado atrair a legenda para a sua base, inclusive oferecendo espaço no governo (na Agência Estadual de Turismo) durante a reforma de secretariado realizada no início deste mês.Daniel, no entanto, afirmou que abriu diálogo com a maior parte dos partidos que não tem pré-candidatos a governador. “E com o Novo também, assim como tantos outros, tivemos essa conversa, não foi possível avançar. É lógico que daqui até a convenção ainda há tempo para muitas mudanças. Mas não criamos nenhuma expectativa e ao mesmo tempo não teve nenhuma frustração em relação a isso”, disse o governador. “As coisas são assim, se fizer sentido para os dois, se for do interesse, se for algo convergente dentro de um projeto, vai dar certo, se não for, cada um vai defender a sua tese, o seu grupo e fazer a sua campanha”, disse Daniel.