O governador Daniel Vilela (MDB) afirmou nesta terça-feira (14) que pretende conversar com o procurador-geral de Justiça, Cyro Terra Peres, para “estabelecer uma organização” em relação às requisições do Ministério Público de Goiás (MP-GO) ao governo estadual e negou que a gestão tenha instituído “regramentos” ou “filtros” a respeito dos pedidos ministeriais. Daniel comentou o caso após representação protocolada, na segunda-feira (13), pela Associação Goiana do Ministério Público (AGMP) junto à Procuradoria-Geral de Justiça de Goiás (PGJ), em que solicita medidas extrajudiciais e judiciais para suspender o efeito de atos do governo, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que criaram regras para analisar as requisições. Nesta terça, a PGE também resolveu tornar pública a Nota Técnica (NT) nº 1/2026/PGE/NEAG, de 10 de fevereiro de 2026, assinada pelo procurador-geral Rafael Arruda, que instituiu um checklist, chamado de “plano de ação”, antes da elaboração de respostas ao MP. Na sexta-feira (10), a PGE havia alegado sigilo diante do pedido do POPULAR. Agora, a procuradoria afirma que a divulgação “decorreu da necessidade de evitar interpretações equivocadas e desinformação que vinham sendo difundidas sobre o seu conteúdo e a sua finalidade”. O órgão também alega que “não editou normas”, mas apenas “orientou internamente a atuação administrativa dos procuradores”.