A intensificação do debate sobre terras raras em 2026 é influenciada por fatores políticos no Brasil e no exterior. O professor da Universidade Federal do ABC e membro do Observatório de Política Externa e da Inserção Internacional do Brasil (Opeb), Gilberto Rodrigues, aponta que, em nível internacional, se destaca o interesse dos Estados Unidos em minerais críticos. Já no âmbito doméstico, 2026 é ano eleitoral, com ambiente agravado pela polarização. “Se as classes políticas federal e estaduais tiverem essa sensibilidade, tiverem esse grau mínimo de compromisso com o País e puderem dialogar, conversar, em qualquer instância que seja, isso já é um ponto positivo”, afirmou o professor. A divulgação da venda da mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano, para a empresa norte-americana USA Rare Earth, divulgada em 20 de abril, aqueceu mais uma vez o debate sobre a exploração de terras raras no Brasil. A companhia é a única mineradora ativa no Brasil que explora este tipo de minério comercialmente. A USA Rare Earth comprou a empresa por R$ 13,8 bilhões.