Prestes a completar um mês no cargo, após a indicação do governador Daniel Vilela (MDB) e posse de ambos, a secretária estadual da Economia, Renata Lacerda Noleto, admite as possíveis consequências do registro de déficit nas contas estaduais por dois anos consecutivos e reforça a necessidade de vigilância para que o gasto de recursos economizados não resulte em descontrole fiscal. Depois de saldo primário negativo de R$ 4,5 bilhões em 2025, Renata estima novo déficit em 2026, no valor de R$ 2,53 bilhões. Ao POPULAR, a secretária revela que iniciará nesta semana série de reuniões com as equipes técnicas de poderes e órgãos autônomos para deliberar sobre o teto de gastos para cada um, que passa a ser fiscalizado individualmente a partir deste ano, com a adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Segundo ela, existe a possibilidade de “redistribuição” do teto global do estado para atender demandas de aumento do teto ou de orçamento, como as já apresentadas pela Assembleia Legislativa (Alego), Defensoria Pública do Estado (DPE) e Tribunal de Justiça (TJ-GO).