A devolução de quase R$ 550 milhões da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ao Poder Executivo, nesta terça-feira (05), ocorreu após acúmulo de recursos repassados pelo próprio governo estadual à Casa, por meio do duodécimo constitucional. A conta entre receitas e despesas no Legislativo passou a registrar seguidos superávits a partir de 2022, com a regularização das transferências legais, sem as dificuldades vivenciadas na crise financeira de 2019 e na pandemia de covid-19 em 2020 e 2021. Para além do discurso de economia e austeridade adotado nos dois biênios da gestão do deputado estadual Bruno Peixoto (UB), a ampliação da “poupança” da Alego foi viabilizada pelo pagamento integral do repasse, definido pela Constituição Estadual, e pela exclusão de todos os gastos com pessoal da contabilização de contas bancadas com o duodécimo. De acordo com o Portal da Transparência e as informações repassadas pela diretoria financeira da Casa, os repasses somaram R$ 837,9 milhões desde 2021 e o superávit totalizou R$ 565 milhões, no mesmo período.