A candidatura do senador Wilder Morais (PL) ao governo estadual, assim como de candidatos proporcionais e ao Senado identificados com a base do ex-presidente Jair Bolsonaro no estado, tentam alimentar as próprias campanhas com a crise de credibilidade vivenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os direitistas buscam usar o desgaste público da Corte, amplificado pelas revelações do Caso Master e os embates de sigilo entre ministros, para engajar o eleitorado antipetista e anti-STF, convertendo a desconfiança nas instituições federais em maior intenção de voto. De acordo com especialistas ouvidos pelo POPULAR, a estratégia adotada tem potencial de alavancar os projetos políticos na reta final da eleição até o primeiro turno, mas encontra limites práticos no caso da disputa pelo Palácio das Esmeraldas. Os cientistas políticos avaliam que a esperada carona do candidato de direita ao governo com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) deverá gerar resultados, mas com perspectiva contida pela força do debate local sobre gestão e estruturas políticas regionais para a definição da maior parte do eleitorado.