Comprovantes de depósitos e pix, mensagens e áudios reunidos em um dossiê de mais de 40 páginas embasam a Operação Taxa Criminosa, deflagrada nesta quarta-feira (10) pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor). A ação investiga suposto esquema de cobrança de propina para a liberação de alvarás de funcionamento de carretas Furacão e da Alegria na Prefeitura de Goiânia, envolvendo 12 ex-auxiliares da administração municipal, entre eles o vereador Luan Alves (MDB), ex-presidente da Agência de Meio Ambiente (Amma). O dossiê foi entregue à Polícia Civil de Goiás por um empresário do ramo de recreação e lazer, que alegou ter interrompido as atividades em Goiânia em 2021 por “não suportar as cobranças, estimando prejuízo superior a R$ 400 mil”. O inquérito apura funcionamento do esquema no período de 2017 a 2022, nas gestões dos ex-prefeitos Iris Rezende e Rogério Cruz.