Candidato à reeleição, João Gomes (PT), que terminou à frente no primeiro turno em Anápolis, evitou usar os símbolos de seu partido durante a campanha. Reduziu o tamanho da estrela e trocou o vermelho pelo laranja. Mas se a crise do PT não impediu que o prefeito fosse para o segundo turno, agora ela é a explicação para o petista ter perdido a liderança na disputa. De acordo com a primeira rodada da pesquisa Serpes/ O POPULAR, divulgada no sábado (15), a diferença, que chegou a quase 8% em favor de João Gomes no primeiro turno, está agora cerca de 8% a favor de seu adversário, Roberto do Órion (PTB).Na opinião do ex-prefeito Adhemar Santillo (PSDB), que apoia Roberto do Órion, Gomes é vítima da crise do seu partido, o PT. “No primeiro turno, as forças de dividiram e só por isso o prefeito foi para o segundo turno”, avalia. Ex-prefeito e vereador eleito pelo PT, Antônio Gomide não nega que a crise de seu partido tenha contaminado a campanha de João Gomes. “Uma crise que não existe em Anápolis”, diz. Fato que nem a oposição questiona. Segundo Santillo, as finanças do município vão muito bem. “O que pesa é o fato de João Gomes ser do PT”, diz, categórico.Na opinião de Gomide, essa diferença tende a ser revertida com os debates e programas eleitorais de rádio e televisão.João Gomes, por sua vez, tem outra explicação: “Com o fim do primeiro turno, cria-se uma onda, mas esse é um voto de momento, que não é consolidado.”O petista reiniciou a campanha já em desvantagem em relação ao adversário. Oito dos dez partidos que disputaram o primeiro turno da eleição se uniram a Roberto do Órion. Apenas o PHS e PRTB declararam apoio ao petista. Além disso, conforme mostrado pela pesquisa Serpes/O POPULAR, o candidato do PTB vem herdando a maior fatia dos votos dos concorrentes.-Imagem (Image_1.1164989)