Levantamentos do governo de Goiás e do setor produtivo projetam um impacto do tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil de R$ 1,360 bilhão na economia goiana, entre efeitos diretos sobre vendas de empresas exportadoras e indiretos nas cadeias econômicas e de insumos. O valor consta de estudo do Instituto Mauro Borges (IMB) e de estimativa da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base na taxação de 50% e isenções previstas em decreto do presidente Donald Trump. De acordo com o levantamento do IMB, o impacto direto será maior sobre o setor de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, que representa a maior fatia das exportações goianas para os Estados Unidos, com US$ 152,7 milhões registrados em 2024. O segundo setor mais afetado será o de açúcares e melaços, que exportou US$ 80,8 milhões. Na sequência, aparecem vendas de couro (US$ 20,1 milhões); café não torrado (US$ 11,6 milhões); óleos e gorduras animais (US$ 8,6 milhões) e matérias brutas de animais (US$ 8,1 milhões).