As prefeituras de Goiânia e Aparecida de Goiânia acumulam dívidas de R$ 100,8 milhões referentes ao subsídio do transporte coletivo da região metropolitana da capital. Os valores têm origem em pendências deixadas pelas gestões encerradas em 2024, compensações por investimentos realizados pelo estado nos terminais e ainda o aumento de 20% aplicado nas parcelas mensais a partir de maio, que não tem sido pago pelas duas maiores cidades. O total foi apurado até novembro pela Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), que abriu diálogo com as prefeituras para definir formas de quitação dos valores por meio de parcelamento. A intenção é concluir os acordos até o primeiro trimestre de 2026. Apesar de totalizar o menor valor entre as duas cidades, o caso de Aparecida de Goiânia é mais amplo e inclui as parcelas de julho, agosto, setembro, outubro e novembro de 2024, ainda referentes à gestão do ex-prefeito Vilmar Mariano, que totalizam R$ 21,468 milhões. Mesmo retomando os pagamentos mensais desde janeiro, a administração do prefeito Leandro Vilela (MDB) deixou de arcar com a alta instituída em maio, em execução de acordo firmado em reunião da CDTC de maio de 2024.