A representação da Polícia Federal (PF) com pedido de medidas da Operação Contragolpe, deflagrada nesta terça-feira (19) contra militares do Exército investigados por tentativa de golpe e por planejar a execução de autoridades, contém 39 menções a Goiânia, em documento de 221 páginas. A operação prendeu na capital goiana o tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo e fez busca e apreensão em endereço do capitão Lucas Guerellus. wAmbos atuavam no 1º Batalhão de Ações e Comandos (BAC), subordinado ao Comando de Operações Especiais (COpEsp), que tem sede em Goiânia, e são chamados de “kids pretos”, referência a militares com formação em Forças Especiais (FE). As investigações da PF citam Goiânia como base para aquisição de celulares e chips “frios”, aluguel de veículos para deslocamento até Brasília e a articulação do grupo “copa 2022”, que monitorou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a suposta intenção de prendê-lo ou executá-lo.