Goiás ocupa a sexta posição no ranking nacional de processos por assédio eleitoral na Justiça Trabalhista, no período de maio de 2023 a dezembro de 2025, aponta pesquisa divulgada esta semana pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foram 33 ações no período, enquanto este ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) no Estado já recebeu 8 denúncias por pressões relacionadas à campanha em ambiente de trabalho. A pesquisa do TST se soma à iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de incluir expressamente a vedação a assédio eleitoral em resolução de março deste ano e ao acordo de cooperação assinado no início deste mês entre a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e o MPT para combater a prática nas organizações públicas e privadas. O estudo do TST chama atenção para o crescimento do número de processos desde as eleições de 2018, e faz alerta sobre a permanência de práticas proibidas mesmo fora dos anos de campanha. “Os resultados evidenciam que o assédio eleitoral constitui fenômeno cíclico, fortemente associado ao calendário eleitoral, mas que vem assumindo características cada vez mais permanentes em decorrência do ambiente contemporâneo de polarização política”, diz o documento.