O governo de Goiás, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), criou regras para analisar e definir quando responder ou deixar de atender a requisições de dados e diligências do Ministério Público Estadual (MP-GO). As diretrizes incluem analisar “urbanidade e impessoalidade” e “tom ameaçador e coercitivo” de promotores de Justiça, “que pode indicar desvio de finalidade ou tentativa de constrangimento do gestor público”. A Associação Goiana do Ministério Público (AGMP) reagiu à iniciativa, apontando “evidente abuso normativo”, e diz que adotará medidas legais. A chefia do MP-GO foi procurada pela reportagem na sexta-feira (10), mas não se manifestou. A promotora Leila Maria de Oliveira, da 50ª Promotoria de Justiça de Goiânia, afirma que fará representação à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra as novas normas, que, segundo ela, prejudicam o trabalho de investigação do MP.