Afastado do cargo desde março, Haroldo Reimer formalizou ontem sua renúncia da função de reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG). A carta foi entregue ao reitor interino Ivano Alessandro Devilla e deve ser publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (26).Reimer pediu afastamento da reitoria para preparar defesa às acusações surgidas após relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE) apontar irregularidades no uso de recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) pela UEG. Reimer não atendeu às ligações da reportagem.O POPULAR mostrou, com exclusividade, em 20 de março, que a CGE apurava nomeações irregulares de pessoas ligadas a Reimer e aos então pró-reitor de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis, Marcos Torres, e chefe de gabinete da reitoria, Juliana Almada. Aproximadamente R$ 4,8 milhões dos R$ 9 milhões recebidos pela UEG para o Pronatec ficaram com bolsistas nomeados pelos três. Bolsistas este que recebiam bolsas mensais que chegavam a R$ 7,5 mil. Como mostrou o POPULAR nesta semana, 26% dos R$ 4,8 milhões foram pagos a apenas 17 pessoas, entre elas Reimer, Torres e Juliana Almada, e parentes ou conhecidos destes.Nova eleiçãoA priori, uma nova eleição só deve ocorrer em 2020. Porém, a comissão criada no final de março pelo Conselho Universitário da Universidade Estadual de Goiás (UEG) para dialogar com o governo estadual trabalha para que o pleito ocorra em junho deste ano.Isso depende, entretanto, de uma mudança na legislação. À reportagem, o reitor interino Ivano Alessandro Devilla diz achar que existem condições para isso ocorra. Dessa forma, o novo reitor não deve ser escolhido para um mandato tampão e sim para permanecer os quatro anos previstos no estatuto da UEG, como mostrou o POPULAR nesta semana.