Ao reforçar que o Partido Social Democrático (PSD) ainda não bateu martelo sobre o nome escolhido para disputar a Presidência da República, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, afirmou que “está havendo um esforço muito grande” para antecipar a decisão e anunciá-la ainda em março.Diante da colocação das pré-candidaturas ao Palácio do Planalto dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (os três do PSD), o dirigente descartou haver um “favorito” ou um nome que “esteja na frente” internamente - mesmo com as informações de bastidores que circularam na semana passada de que o escolhido seria Ratinho.“Não existe ninguém na frente. O que existe é aqueles que preferem o Ratinho, e isso é muito bom; aqueles que preferem o Ronaldo Caiado; e aqueles que preferem o Eduardo Leite. Não existe nenhuma decisão. Felizmente temos três excelentes pré-candidatos. Felizmente o PSD hoje é o partido que tem os melhores quadros da política brasileira”, afirmou Kassab, em entrevista coletiva. O dirigente falou aos jornalistas logo depois do término do primeiro encontro da base aliada do governo de Goiás, que ocorreu no sábado (14) em Jaraguá (Região do Vale do São Patrício). O evento marcou o lançamento das pré-candidaturas governistas aos cargos majoritários e oficializou a migração de Caiado ao PSD. Tanto Kassab quanto Caiado rejeitaram, em entrevista, a hipótese de o PSD não ter candidatura a presidente ou mesmo seguir no projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Eu vou reafirmar, não existe dúvida alguma, o PSD não será vice nem linha acessória de nenhum outro candidato. O PSD lançará candidato a presidente da República”, afirmou Caiado, em coletiva.Kassab, que chegou atrasado ao local, discursou por cerca de sete minutos antes do ato de assinatura da ficha de filiação do goiano, direcionou elogios e “sorte” aos quatro pré-candidatos ao Senado Federal pela base aliada ao projeto de sucessão do vice-governador Daniel Vilela (MDB), e declarou que a ida de Caiado para o PSD deu “esperança ao Brasil”. “O Brasil deve muito a você. O seu gesto de filiação ao PSD, você deu ao Brasil uma esperança que está contagiando todos os cantos da nação. A esperança de que o Brasil tenha um projeto forte, bem representado por uma legenda do PSD, que poderá ter o Ratinho, o Eduardo Leite e você como futuro presidente da República”, disse Kassab.O dirigente, então, prosseguiu elogiando o governador: “Esse gesto do Caiado mostrou o cidadão e o político inteligente, que coloca sua visão correta porque é preciso pro Brasil sua experiência, e coloca o PSD à frente da República resgatando os valores morais da vida pública, o padrão moral, a moralidade, e principalmente a eficiência na gestão pública”, afirmou Kassab, chamando Caiado de “amigo” e evocando o período em que foi deputado federal junto com o goiano.O dirigente confirmou também que Caiado assumirá a presidência do diretório do PSD em Goiás e afirmou que o governador goiano “com sua sabedoria e experiência saberá agregar a todos e fortalecer o partido principalmente”.Slogan e ataquesApós assinar a ficha de filiação, Caiado fez um discurso de cerca de 30 minutos, em tom de despedida do governo estadual. Na sua fala, reforçou a sucessão do vice-governador, destacou ações e indicadores da gestão e lançou o slogan “arrocha, Brasil” para a disputa presidencial. O goiano também reiterou ataques ao governo Lula, e comparou os resultados do Estado na segurança pública.“Se eu tô nessa luta com o Kassab, o Ratinho e o Eduardo, é porque eu quero lutar contra esse ex-presidiário que está na Presidência. Não sou governador que amarela, não”, afirmou. “Esse PT, que o presidente é embaixador das facções criminosas. Nunca teve coragem de enfrentar o crime”, continuou Caiado.O governador também disse que entrega um Estado diferente daquele que encontrou no início da gestão. “Por que não tinha isso antes? Porque eu não deixo roubar e não roubo. Se governa pelo exemplo. Dos prefeitos da base, 83% foram reeleitos. Eu tenho a melhor safra de prefeitos”, disse Caiado.Ao lado de aliados, o governador mencionou o último encontro com prefeitos e que, mesmo após a desincompatibilização do cargo, pretende continuar sua ação política. “Eu não vou pra São Paulo”, afirmou.