Atualizada às 17h15 de 29/02/2020O vice-governador do Estado, Lincoln Tejota, formalizou na manhã deste sábado (29) sua filiação ao Cidadania em evento que contou com a presença do presidente nacional do partido, Roberto Freire, do governador Ronaldo Caiado (DEM) e de um público total estimado em 1.500 pessoas.A solenidade foi realizada no auditório do Clube da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego), em Goiânia, em meio a um ambiente festivo, que incluiu a oferta de chope e arroz carreteiro, como almoço. O evento, segundo a assessoria do vice-governador, recebeu caravanas de 50 municípios e, durante sua realização, houve o registro de 327 filiações.Eleito em 2018 pelo PROS, neste sábado Lincoln assumiu também a presidência regional do Cidadania. Ele estima que a sigla terá de 100 a 120 candidaturas “com chances reais” de disputar as eleições municipais deste ano no Estado. “Mas estamos selecionando nomes que primeiramente pensam como nós pensamos, que têm um sentimento de mudança, de realização, de transformação da política e das cidades e, obviamente, do nosso País inteiro”, diz o vice-governador, que já havia chancelado sua ida para o partido em 12 de fevereiro, conforme o POPULAR do dia 13 mostrou.Em Goiânia, o vice-governador diz que a pré-candidatura do deputado estadual Virmondes Cruvinel a prefeito já estava consolidada antes mesmo dele integrar a sigla. “Aqui, como dirigente partidário, iria buscar uma candidatura sólida, encontrar com uma candidatura como a do Virmondes, que está tendo aderência, uma receptividade enorme, na verdade foi para nós um grande feito, uma grande alegria”.Virmondes, que também esteve no evento, cita que a expectativa é lançar uma chapa cheia para disputa na capital, com 52 candidatos e poder ampliar o número de vereadores da sigla na Câmara Municipal de Goiânia, que hoje tem um representante, para três ou quatro. “A vinda do vice-governador dá um peso muito importante e um estímulo também, até porque é uma pessoa jovem e que tem estimulado várias pessoas novas a disputarem mandato, como é nosso caso também, com uma primeira pré-candidatura a prefeito”.Em todo o País, Roberto Freire diz que a sigla já tem quase o dobro de candidatos a prefeito do que tiveram nas últimas eleições municipais. Em 2016, cita que foram em torno de 450 candidatos, hoje já contabilizam cerca de 800. “Goiás nós tínhamos computado nove candidatos a prefeito, evidente que vamos ter muito mais que isso”. Ele explica que essas projeções são anteriores à adesão do vice-governador ao partido. “A partir da chegada do Lincoln a expectativa é que tenhamos uma quantidade muito maior de candidatos a prefeito, de presenças em vários municípios”. O quantitativo, porém, diz que ainda não está mensurado. “A gente está imaginando que vai disputar com a Paraíba qual o Estado que vai ter mais candidato do Cidadania”.Presente no evento, o governador afirmou que a presença de Lincoln foi fator determinante na campanha eleitoral e destacou a relevância de seu vice-governador assumir “um partido que tem uma história dentro do parlamento, tem uma história na vida política nacional”. “Tido o Lincoln Tejota essa condição de poder buscar a renovação da política do Estado de Goiás, esse é nosso objetivo também, tanto o Roberto Freire quanto eu, nós somos de fazer escola da boa política, do espírito público”, mencionou Caiado. Ele ainda acrescentou que seu vice “tem uma trajetória ascendente, busca hoje e traz o Cidadania com muita representatividade, como os demais que já estavam nesse partido”.O Cidadania nasceu em março de 2019, como resultado da aprovação pelos integrantes do então Partido Popular Socialista (PPS) do novo nome. Em Goiás, antes de Lincoln o presidente regional era Marcos Abrão.Em relação à possibilidade de ele e seu vice-governador estar em palanques diferentes nas eleições municipais em Goiânia, Caiado afirmou que respeita todos os partidos que vão colocar seus pré-candidatos, não só em Goiânia, mas em todos os 246 municípios do Estado. “Não se pode cobrar engessamento partidário. Cada um tem a sua posição”. O democrata ainda acrescentou que “temos que entender que não cabe a um governador querer tutelar, querer engessar as ações partidárias, pelo contrário, cabe a mim respeitar.”Base na AssembleiaO agora colega de partido do vice-governador do Estado, Virmondes Cruvinel é um dos deputados estaduais que deixaram de ser contabilizados como da base do governador após votar contra a reforma da Previdência estadual, no fim do ano passado.Questionado sobre possível impacto na base em função de sua ida para o Cidadania, Lincoln destacou que são situações diferentes. “Vai da atuação de cada deputado, claro que obviamente eu, como vice-governador e dirigente partidário, tenho buscado trabalhar para fortalecer mais ainda nossa base. Mas isso também são momentos distintos, situações distintas”.Virmondes diz que Lincoln, que já foi deputado estadual, “sabe dessa importância de respeitar também a postura e foi essa a primeira conversa que tivemos, de respeitar nossas bandeiras, nossos posicionamentos, até porque também é uma característica do Cidadania no plano nacional”. O deputado ainda acrescenta que a pretensão é respeitar mais a autonomia. “Mas até pelo fato da presença do vice-governador, sempre manter esse diálogo de forma coerente e construtiva para Goiás”, acrescenta.Caiado, por sua vez, ao final do seu discurso durante o evento, fez elogios a Virmondes. “Tem a dignidade de ganhando ou de perdendo ter a postura que seja de um parlamentar que tem o debate em alto nível, com conteúdo e com preparo intelectual. É um deputado que se preocupa a não fazer papel ridículo na Assembleia Legislativa. Eu e o Roberto Freire sabemos, quando um parlamentar vira chacota no Congresso ou na Assembleia, ele é motivo de risada, mas de credibilidade é zero”. Por fim, o governador ainda ressaltou: “independente das nossas posições, você faz um jogo com conteúdo e um debate em alto nível, típico do seu preparo e da população do Estado de Goiás”.