A Prefeitura de Goiânia pretende requalificar os gastos com a folha de pagamento dos servidores do município, depois de projeção feita pela própria gestão apontar que até o fim do ano o Executivo poderá atingir o limite de alerta estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que define as regras para os gastos da administração pública com pessoal, caso não haja aumento das receitas e medidas para otimizar as despesas. Na soma dos últimos 12 meses, a despesa com pessoal foi de R$ 4,1 bilhões, o equivalente a 48,26% da Receita Corrente Líquida (RCL). Durante a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026, em reunião da Comissão Mista da Câmara Municipal de Goiânia, nesta segunda-feira (6), marcada pelo clima amistoso com os vereadores, o prefeito Sandro Mabel (UB) disse que o assunto é motivo de “muita preocupação”, já que, segundo ele, as despesas com a folha de pagamento dos servidores vêm crescendo, em média, 3% ao ano acima da inflação - em razão das progressões e demais benefícios às carreiras do funcionalismo.