Em busca do quinto mandato como governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) foi o terceiro entrevistado da série de sabatinas realizadas pelo POPULAR e rádio CBN Goiânia com os postulantes ao Palácio das Esmeraldas. O tucano diz que o trabalho de visitas aos municípios na pré-campanha e as ações pelas redes sociais, a partir de agora, no período da disputa de fato, vão ser definidores para reduzir a rejeição. Para tanto, dobra a aposta nos ataques ao governo liderado por Daniel Vilela (MDB). O sr. se acostumou com coligações muito grandes. Como avalia ter chapa pura e só 34 segundos no horário eleitoral? Já estou acostumado. Desacostumei com o fato de ser candidato apoiado por vários partidos depois que deixei o governo. Mas enfrentei adversidade em outros momentos. Em 1998, estava praticamente sozinho e enfrentava estrutura, máquina e poder financeiro e nós conseguimos vencer. Na eleição para senador, tive uma votação de 20% dos votos e com apenas 30 segundos também de tempo de TV. A diferença entre as campanhas atuais e as campanhas anteriores é que o tempo de televisão era fundamental, mas, agora, com a internet, as redes sociais, isso foi relativizado. Se fosse há 15 anos, era praticamente impossível concorrer contra a máquina poderosa com prefeitos e partidos comprados. Hoje, quase ninguém está na TV. Todo mundo está linkado no telefone. Nós já estamos trabalhando fortemente essas ferramentas. Agora, o exército é digital.