O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu nesta segunda-feira (13) Jair Bolsonaro (PL) de receber visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, durante a prisão domiciliar por 90 dias –até depois do primeiro turno das eleições. Em sua decisão, Moraes afirmou que Flávio descumpriu a medida cautelar que veta Bolsonaro de usar redes sociais, diretamente ou por terceiro, ao divulgar uma carta do pai no sábado (11). No documento, Bolsonaro afirma que Flávio é seu "porta-voz" e o candidato escolhido para representá-lo politicamente. O ministro disse que o senador usou "expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto" e classificou a conduta de Flávio como "instrumento de promoção política". O magistrado enviou a decisão para o procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Branco, e mandou o Ministério Público Eleitoral apurar se o episódio pode configurar propaganda eleitoral antecipada. Também cobrou que os advogados de Bolsonaro se manifestem sobre a desobediência em até 48 horas.