Uma candidata a prefeita que teve o compromisso de repasse de campanha reduzido de R$ 149 mil para R$ 36,8 mil. Uma pré-candidata a vereadora que recebeu carta anônima com ameaça de morte e insulto racista caso não retirasse a candidatura. Uma deputada estadual hostilizada por um colega de parlamento. Esses são alguns episódios de violência política de gênero ocorridos em Goiás nos últimos cinco anos e que espelham uma realidade ainda maior que ocorre no País. Levantamento do Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção e Combate à Violência Política de Gênero do Ministério Público Eleitoral (MPE), ao qual O POPULAR teve acesso, reúne 453 registros de casos acompanhados no Brasil inteiro. Tratam-se, em sua maioria, de mulheres candidatas, vereadoras, prefeitas, deputadas estaduais e federais. Do total, ao menos 20 registros - distribuídos em 13 casos - são referentes a Goiás. O ato é tipificado como crime pela Lei nº 14.192/2021, que completou cinco anos em 4 de agosto.