Brasília – Com base em denúncias de abuso de poder econômico e político na campanha de 2010, o Ministério Público Federal Eleitoral, em parecer assinado pela vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, pediu a cassação dos mandatos do governador do Acre, Tião Viana, e de seu irmão e senador Jorge Viana, ambos do PT, e de outros integrantes da chapa, como o vice-governador César Messias e os suplentes do Senado. O processo que envolve a cassação dos irmãos Viana, no poder há 14 anos no Acre, está pronto para ser votado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o relator é o ministro Marco Aurélio Melo. O recurso original de não expedição de diploma é da Procuradoria Regional Eleitoral do Acre, de dezembro de 2010. Segundo informações da ação, para obter os R$ 11 milhões que financiaram a campanha da Frente Popular no Acre, os candidatos realizaram uma série de reuniões com funcionários de empreiteiras e empresários para obter doações de empresas fornecedoras de bens e serviços ao governo do Estado, na época do governador Binho Marques, também do PT. Para Sandra Cureau, essas convocações acabaram “por suprimir a liberalidade inerente à doação”, circunstância que, segundo ela, determinar a caracterização de abuso de poder econômico. Ela cita também que servidores do Estado foram convocados a trabalhar na campanha e a imprensa local beneficiou a cobertura dos governistas em detrimento dos demais candidatos. “Espero que seja rápido e o processo entre logo na pauta do TSE”, disse.