Um dos principais desafios na segurança pública é o de melhorar a rede de proteção às mulheres vítimas de violência, com sua ampliação e interiorização. Ponto que é uma promessa recorrente dos candidatos ao governo de Goiás, que indicam como medidas o aumento das delegacias especializadas e também do batalhão Maria da Penha nas cidades goianas, facilitando assim a denúncia e permitindo um melhor contato com as mulheres. Com poucos governadoriáveis indicando quais investimentos específicos farão para o prosseguimento do atendimento e garantir a efetividade das medidas protetivas, as dificuldades de um maior alcance dessa rede são reforçadas por eles, assim como a necessidade de uma maior parceria com o Judiciário. Confira! Daniel Vilela (MDB) (Arte O Popular) Daniel Vilela (MDB) "Infelizmente, o feminicídio é uma epidemia nacional. Em Goiás, tratamos esse crime com muito rigor. Em 2025, todos os autores foram presos. Mas não queremos apenas punir: queremos nos antecipar, proteger a mulher antes que seja tarde. O desafio é maior porque 84% dos feminicídios acontecem dentro de casa, quase sempre longe dos olhos da polícia e da própria família. Ampliamos o Batalhão Maria da Penha nos 246 municípios, criamos o Mulher Segura, com botão de pânico, fortalecemos delegacias especializadas e estruturamos uma rede de proteção. Agora, a meta é intensificar essas ações. Com a dra. Valentina Jungmann, especialista no tema, estamos criando políticas com base em experiências internacionais que deram resultado, para replicá-las aqui. Vamos ampliar a prevenção e o alcance das medidas protetivas, com tecnologia para que mulheres sob risco acionem a polícia rapidamente, e de forma discreta. E vamos aprofundar a integração com o Judiciário e o Ministério Público. Nós vamos proteger as mulheres, chegar antes e salvar a vidas delas."