O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), sinalizou que deve encaminhar pacote de projetos de lei à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em breve. De acordo com o chefe do Executivo, os projetos de lei que tratam sobre a criação do Pequi Bank, agência de exportação, Goiás Tecnologia e mudanças na estrutura da Secretaria-Geral de Governo (SGG) já eram para ter chegado ao Legislativo, mas a gestão está “tentando ser o mais perfeccionista possível” com os textos.“Tem todo o rito de passagem na Procuradoria-Geral do Estado e na Casa Civil, mas já estão na nossa linha de produção e em breve estarão sendo enviados”, afirmou Daniel, nesta quarta-feira (22), ao POPULAR. Daniel assumiu o governo de Goiás em 31 de março e os projetos tratam de medidas de reorganização da estrutura administrativa e de programas que devem ter destaque nos próximos meses de mandato.Quanto ao projeto de lei que trata sobre o novo teto de gastos para os Poderes no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o emedebista afirmou que a matéria ainda não está “na linha de produção”, mas já houve discussão com o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), quanto à “importância de fazer essa nova lei que estabelece o teto com os critérios determinados pelo Propag de forma individualizada por cada Poder”.Quanto à demanda da Alego por R$ 100 milhões de ampliação de seu teto de gastos, Daniel argumentou que a Casa está com números abaixo do teto, porém existe debate sobre o enquadramento de parte destas despesas. O governador voltou a apontar que o Caso da Alego é específico e pode ser resolvido com diálogo. A Alego concedeu um tipo de benefício a servidores que foi questionado judicialmente. Houve reconhecimento do direito e a Casa teve de pagar. No entanto, depois, o Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) apontou que o valor deveria ser incluído no teto, pois a Casa estava registrando esses pagamentos como despesas judiciais em vez de colocar na folha. Há expectativa de busca por um entendimento com o TCE-GO. No entanto, se a estratégia não tiver avanço, o governador voltou a afirmar que “vamos ter que encontrar uma alternativa”.