Na parede do gabinete que o senador Wilder Morais ocupa no primeiro andar do diretório estadual do PL, no Setor Oeste, em Goiânia, há quatro retratos. Na primeira fileira, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparecem nas extremidades, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro está no centro. Uma quarta fotografia isolada abaixo das três mostra Wilder, sorridente, sem barba, vestido de terno e com a bandeira do Estado de Goiás ao fundo. Aos 58 anos e há quase 17 na política, Wilder deu diversas guinadas tanto no aspecto pessoal quanto no público ao longo do tempo até chegar a candidatura ao governo de Goiás este ano. Ele foi eleito pela primeira vez em 2010 como suplente na chapa de Demóstenes Torres (então no DEM) ao Senado Federal. De lá pra cá, perdeu duas eleições: em 2018, quando se candidatou a senador pelo DEM; e em 2020, quando disputou a Prefeitura de Goiânia pelo PSC como vice na chapa de Vanderlan Cardoso (PSD). Ganhou o pleito ao Senado em 2022, com quase 800 mil votos, já pelo PL e valendo-se da força do bolsonarismo alastrado pelo País, em especial no Centro-Oeste.