O tumulto na relação entre Legislativo e Paço, que perdurou ao longo de todo o ano de 2025, foi por falta de diálogo e clareza do próprio prefeito Sandro Mabel (UB) e seus auxiliares, sobretudo em relação aos projetos de interesse do Executivo, avalia o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (PRD). Ele se queixa do ritmo lento de pagamento das emendas impositivas, critica a transferência da administração da CMTC para o Estado. No gabinete da Presidência da Casa, onde recebeu O POPULAR para a entrevista, Policarpo aponta para a fotografia do ex-prefeito Iris Rezende (MDB) na parede. “Eu nunca tirei essa foto. Aprendi a fazer política com ele”, diz. E ele evita aprofundar as comparações das gestões do emedebista e de Rogério Cruz (SD) com a de Mabel, alegando que cada uma tem sua “particularidade”. Apesar de chamar Mabel de amigo e celebrar a boa relação pessoal, Policarpo cobra melhores explicações do Paço sobre matérias enviadas.