O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) fez, em abril, 448 pagamentos líquidos acima de R$ 100 mil a seus juízes e desembargadores. Destes, 50 são maiores que R$ 200 mil. Os dados do portal da transparência da Corte apontam salto nas indenizações. Em março, as gratificações e benefícios deste tipo custaram R$ 22,7 milhões. Em abril, R$ 49,6 milhões. O teto remuneratório da categoria é o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), no valor de R$ 46,3 mil. No entanto, o pagamento líquido de magistrados é turbinado por penduricalhos, como auxílios alimentação, transporte, saúde, ajudas de custo, licença compensatória, entre outros. Como os pagamentos são de natureza indenizatória, não sofrem o corte do teto e levam aos supersalários. Na sexta-feira (8), a Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou que o TJ-GO limite imediatamente, na folha de maio, o pagamento de magistrados (ativos, inativos e pensionistas) ao teto constitucional. No documento, assinado pelo ministro Mauro Campbell Marques, a corregedoria aponta que a proibição deve durar até que seja concluída uma “auditoria minuciosa e independente” nas folhas de pagamento do tribunal goiano, abrangendo pelo menos os meses de março e abril de 2026.