Palácio tenta frear pré-candidatura de Bruno em Goiânia
Desaceleração dos intensos trabalhos de articulação do presidente da Alego é sinalizada pelo governador e pelo vice

Rubens Salomão

Bruno Peixoto (UB) entre Ronaldo Caiado (UB) e Daniel Vilela (MDB): articulações para a disputa pela Prefeitura geram incômodo (Wildes Barbosa)
O governador Ronaldo Caiado (UB) deve ter reunião com o vice, Daniel Vilela (MDB), nesta segunda-feira (4) para tratar sobre os caminhos a serem trilhados na eleição em Goiânia. Antes da conversa, no entanto, os dois concordaram nesta semana em pedir desaceleração dos intensos trabalhos de articulação do presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB).
A recomendação foi repassada ao deputado no dia seguinte à confirmação da desistência de Ana Paula Rezende, publicada em primeira mão pelo Giro. Avaliação, segundo deputados governistas, é "dar uma segurada" na pré-candidatura, que já conta com amplo apoio entre colegas na Casa e vereadores da capital.
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Segundo o apurado pela reportagem, foi apresentado a Bruno Peixoto entendimento de que ele acelerou muito as conversas e uso da máquina do Legislativo, em ritmo semelhante à marcação cerrada feita por ele durante a campanha para eleição à presidência da Assembleia Legislativa. E que esse processo não teve o governador como condutor. Foi a partir disso que Bruno passou a repetir nos últimos dias que Caiado será o "timoneiro" da base aliada para a eleição em Goiânia.
O deputado diz que a desistência de Ana Paula Rezende "não altera em nada" o processo de ser ou não candidato a prefeito. "A decisão de candidatar a prefeito não cabe a mim. Hoje, o nosso governador Ronaldo Caiado é o timoneiro do processo eleitoral. Então, eu vou aguardar essas definições", respondeu Bruno à imprensa, depois das orientações palacianas.
O presidente da Alego ainda aponta que a decisão do governador deve passar pela articulação junto aos partidos da base. "Assim que o governador tomar essas decisões, juntamente com os partidos aliados, com seu grupo político e o nosso partido União Brasil, aí sim eu poderei disputar as eleições, mas essa decisão não cabe a mim. Quando digo os partidos, envolve Daniel Vilela, Alexandre Baldy e outros que integram", citou.
Preocupação
Apesar da proximidade e fidelidade ao governador, a pré-candidatura de Bruno sofre resistências do palácio. Avaliação no governo é de que o perfil do deputado, mostrado com os amplos atendimentos políticos com a estrutura da Alego, gera preocupação para eventual mandato à frente do Paço Municipal.
As ações do deputado geram dúvidas sobre como seria o comportamento dele como prefeito, além de fatores recentes terem encerrado a lua de mel entre o governo e a Alego. Como informado pelo POPULAR (leia mais na página 8), houve atraso no pagamento da parcela mensal do duodécimo, nesta semana, supostamente por insatisfações do governador com sua base.
Além disso, aliados também argumentam que Bruno Peixoto só seguiria com candidatura na capital se conseguisse amplo apoio na base, levado diretamente por aval do governador, sem enfrentar desgastes internos para se definir.
Com as ressalvas, a indicação na base é para manter a pré-candidatura do presidente da Alego com o freio de mão puxado, o que, na prática, ainda não tem se mostrado possível. Se não houver a viabilização de outro nome nos próximos meses, um governista considera: "Quem não tem cão, caça com gato".
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