O avanço do governo de Goiás na implantação dos modelos de contratação direta de empresas para parcerias e execução de programas estaduais, principalmente os realizados sem processo licitatório, gera “preocupação” e demanda “atenção”, segundo especialistas da Transparência Brasil e da Transparência Internacional - Brasil. Analistas de integridade e governança pública ouvidas pelo POPULAR consideram que as metodologias utilizadas desde 2025, apesar de legais, apresentam riscos adicionais à gestão pública. “A hipótese da dispensa de licitação deve ser usada como exceção para casos muito excepcionais, em que aquele produto ou serviço que o Poder Público está tentando contratar não seja possível de ser realizado por mais ninguém. Nesses casos, não se vê que apenas uma empresa pudesse fornecer e é um processo que seria beneficiado pela adoção de concorrência pública”, afirma a analista de transparência e integridade da Transparência Brasil, Bianca Berti, em entrevista ao POPULAR.